29/07/2009

Esperança


Temor e falta
Ansiedade e solidão
Sigo
Presa em uma forma
Envolta em exageros
Alimentada por desejos

Nessa longa espera
Corro em direções contrárias
Sempre em busca do infinito
De amor. De liberdade.

O sim me recusa
E o não me atormenta
De tanta vida saudosa
E de tanta saudade vivida

Sentida em cada dia distante
Em cada lembrança presente
De um sentimento que se esconde
Escancarado em minha mente

Minha espera tem nome
E olhos radiantes
Anunciantes da felicidade
De um encontro que se faz último
Ante a nossa eternidade.


(29.07.2009)

7 comentários:

Brunna Duarte disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rômulo disse...

Brunna, tempo sempre será um questionamento para a vida. Direções contrarias é o motivo da busca pelo encontro, somente com os erros que aprendemos a libertar o amor, mas somente depois de perdido que geralmente a ficha cai. Vivemos em busca da eternidade mas deixamos de viver o presente, mais uma vez perdidos em direções contrarias que conflitam a ansia, o desejo de não ser solito por temer a falta, simplesmente seguimos, deixando-nos ser tomados pelos exageros que nem sempre são muita coisa...

Rômulo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Bruno Zanette disse...

Será que agora vai começar a temporada de poesias inéditas aqui no "Temporal Atemporal"? Será maravilhoso poder continuar acompanhando o trabalho dessa brilhante poetisa chamada Brunna Duarte. Com certeza será uma surpresa boa a cada nova postagem! Assim como sempre foi com todas as suas poesias!

E comentando essa poesia em si, acho que não devemos jamais deixar morrer a "esperança", pois penso ser ela que nos alimenta e nos dá força para poder sonhar mais adiante!

Beijos Bruh, parabéns e sucesso para a nova "safra" de criações que vêm por aí!

Lucas Costa Menezes disse...

De repente a narrativa poética rompe cada instante em uma cavalgada frenética em busca desenfreada de sabe Deus o quê, e meus olhos, atentos a cada movimento das palavras, que habilidosamente traçam rápidos versos que instantaneamente adquirem um sentido como se saltassem as páginas sem nem ao menos fosse necessário ler. Assusta a velocidade a a clareza com que se transmite a idéia, e antes que entenda o porque de tanta presa me vejo como quem salta descuidadamente ao infinito, sem medo se arremessa de um abismo, em queda livre o coração acelera, as pupilas se dilatam, toda a atenção se concentra em busca de um desfecho que...surpreendentemente é leve, é lindo é belo como pressuponho que seja a liberdade que encontra todos os que após um mergulho no nada, abrem suas asas e planam rentes ao solo, e de maneira magnífica alçam vôo por sobre as nuvens contemplando a inigualável beleza do instante em que o anoitecer e do poente coexistem em uma só imagem. E se considerarmos e imaginarmos a emoção
de viver essa narrativa em um grupo concreto de imagens, é impossível então descrever a emoção de ler esse poema, que se fez assim tão completo, tão intenso, da mesma forma descrevendo, não imagens, mas sentimentos, como paixão, ira, amor e saudade.... És incrível Brunna. Surpreendente em todos os aspectos literários. Fico feliz e completamente pasmo em ver que seus poemas hoje são ainda mais belos preciosos, completos e intensos do que já eram no passado. Parabéns simplesmente não cabe.... Merecesses salva de palmas, de um auditório imenso em pé, com os mais altos brados de BRAVO!!!!

Desirée disse...

Bela poesia! Passa sentimentos...sabor de nostalgia, corrida contra o tempo, ou não. Bom de ser ler.

JuLᶖaƝ@ CArL@ disse...

Encontros e desencontros... Parecem ser a dança cantada pela vida. Soa como desafio para testar o nosso nível de imunidade a dor... E quando não encontramos? Nos resta ora a solidão ora a saudade.

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