12/07/2009

Logo eu


Logo eu
Eu, assim, só e singular
Que não esperava
Que não amava
Que não queria sonhar

Logo, eu
Eu que nunca vi um nós entre eles
Que construía distâncias enormes
Que separavam eu de você

Logo eu
Eu que não sabia nada de você
Já que o que ficava era só o eu
Que logo fazia o nós não acontecer

Logo eu fui querer você
E desatar os nós, pra pensar em nós
Para o eu se engrandecer

Tão logo, eu
Que só sei lutar por mim, e comigo
Vi em você um eu

Para lutar por nós
Para pensar em nós
E conjugar em nós
Tudo que podemos viver.


(13.03.2009)

1 comentários:

Lucas Costa Menezes disse...

A suavidade encantadora com que Brunna escreve e relata suas angústias, melhor, nossas angústias, uma vez que todos sofrem das dores do amor.
Com tudo a maneira suave que aqui tais sentimentos são descritos, revela-nos o porque viver a vida é uma arte, e que o crescimento se dá com o dor.
Parabéns Brunna

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