15/02/2010

Amor ideal


Meus amores fantásticos
Feitos de pura fantasia
Para superar o tédio
Do amor corriqueiro
Surgem sorrateiros
Sobreviventes em devaneios

Vivem na inexistência
Resistentes na falta
Adoecendo na presença
Sufocando por falta de novos ares
Pedintes acostumados a migalhas

Alimento-os de impossibilidades
Fugindo de realidades tangíveis
Aquelas cheias de vida intensa
Que terminam com tanta saudade

Eu sou o próprio medo
Nada há nada de coragem
Nessa fortaleza intocável

É que amando-o longe
O sinto perto
E esqueço por um instante
O quanto estou só.


(14.02.2010)

4 comentários:

Bruno Zanette disse...

Lindo, belo, maravilhoso. Como tudo que escreve. É gostoso ler seus textos, me sinto bem quando o faço. E garanto que essa opinião não é exclusividade minha.

Beijos, Bruh! E parabéns novamente por nos encantar com sua escrita!

Lucas Costa Menezes disse...

Certa feita, me fiz em versos
Deixei, meu peito aberto, meu coração se pôs a falar
E a mente simplesmente anotava,
sem medo, ou receio, ou arrependimento deixar.
Deparei-me com seu amor perfeito,
cheio de sorrateiros e devaneios
sobrevivente na inexistência,
doente na presença,
em fugas e saudades.
Em tua coragem vi meu medo,
em teu medo, minha coragem
só, e somente só,
sonho acompanhado.
e sem saber o que sentir,
o que esperar
como viver.
De ti, por ti, escrevo
sem saber, se vais ler...
Mas saiba, que muito admiro você.
Lindo texto Brunna, parabéns!

gutipoetry disse...

Maravilhoso esse poema Brunna...ahora o percebo mais claramente...ele enfatiza como sao proximos os sentimentos e atitudes...a carencia encoberta pelo tumulto da nossa imaginaçao...o medo e a coragem disputando os nossos desejos!

JD - João Damasio disse...

Excelente! Como apresentado pelo "gutipoetry", vivo as dualidades da poesia.
Como você toca o coração!

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